Home Notícias Artigos Eventos Videoteca Evangelho da Semana Blogs & Sites Fale Conosco
Bom dia, seja bem vindo ao Portal InfoNortePR.com.br

Anvisa adia votação sobre fim de cigarros aromatizados por causa de impasse sobre a adição de açúcar
postado em 15/02/2012 às 11h24m
Versão para impressão  



Carolina Pimentel
Repórter da Agência Brasil

Brasília – Depois de cinco horas de discussão, os diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adiaram para março a votação sobre o fim do uso de aditivos nos cigarros e outros produtos derivados do tabaco, substâncias que dão sabor ao cigarro, como menta e chocolate, mascarando o gosto amargo do tabaco e o cheiro desagradável da fumaça. O motivo do adiamento foi o impasse quanto à exclusão do açúcar na produção do cigarro.

A proposta original da Anvisa era excluir o açúcar, os aromatizantes, flavorizantes e ameliorantes (aditivos) de todos os produtos do tabaco. No entanto, o relator e diretor da agência, Agenor Álvares, alterou o texto autorizando a adição do açúcar em casos excepcionais, que serão definidos pelos técnicos no prazo de um ano.

A mudança gerou controvérsias. O diretor presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, levantou a dúvida se a ausência do açúcar inibe a iniciação de jovens e adolescentes ao hábito de fumar e à adesão de novos fumantes. “Ele [fumante] simplesmente vai parar de usar esse [cigarro com açúcar] para usar outro [sem açúcar]. Não entendi o benefício e o impacto”, disse Barbano.

O relator rebateu que o açúcar é usado para acelerar a absorção da nicotina pelo organismo, tornando a pessoa mais dependente do tabaco. Segundo ele, já existe tecnologia, inclusive no Brasil, para fabricar cigarro sem açúcar. A indústria alega que a retirada do ingrediente inviabiliza a produção do cigarro feito do tabaco tipo burley, o mais consumido no país. A justificativa é que o burley perde o açúcar natural durante o processo de secagem, fica amargo e, por isso, necessita da adição de açúcar no processo de fabricação do cigarro.

Outro argumento de pressão dos fabricantes, que compareceram à reunião aberta ao público, é que cerca de 50 mil famílias de fumicultores de burley ficarão sem emprego, o que também pesou na decisão de adiar a votação.

“Em primeiro lugar, temos que ser pautado pela questão sanitária e da saúde do povo brasileiro. Em segundo lugar, temos que considerar a questão econômica. Não podemos simplesmente chegar para todos os agricultores que produzem esse tipo de tabaco e dizer que não tem mais renda”, disse Álvares, após a reunião.

A ideia, de acordo com o texto, é que os cigarros com sabor saiam do mercado nacional 18 meses após a resolução ser aprovada.

Há três anos a Anvisa debate sobre o fim dos cigarros aromatizados. Em dezembro passado, uma audiência pública reuniu entidades de saúde e representantes da indústria tabagista para debater o tema.

 

Edição: Aécio Amado

 

Comente no Facebook



LEIA TAMBÉM
- Uenp realiza Congresso de Educação
- Explicações de Ideli Salvatti sobre compra no Ministério da Pesca serão analisadas pela Co...
- Sem-terra ocupam Ministério do Desenvolvimento Agrário e querem audiência com Dilma
- Cras de Barra do Jacaré organiza confraternização de páscoa para idosos
- Novo procurador-geral de Justiça do PARANÁ, Gilberto Giacoia, toma posse na próxima segund...



Artigos


Videoteca

Galeria de Fotos
editorias
- Beleza
- Cultura
- Economia
- Educação
- Espiritualidade
- Esporte
- Jurídico
- Policial
- Política
- Saúde
Artigos
Eventos
Videoteca
Evangelho da Semana
Blogs & Sites
Fale Conosco
2009 - 2012 Todos os Direitos Reservados